
Surpreendeu-me uma notícia na sessão Sociedade do "Liberal online" de um foto-repórter que terá sido preso "abusivamente" no desempenho das suas funções. Não que seja uma novidade, também não afirmo que seja acto corriqueiro até porque senão nem seria notícia. Mas, sempre que um jornalista sofre qualquer tipo de coerção ou é impedido de exercer com liberdade o seu importante papel na sociedade, é sinal de que algo está mal. Contudo, chamou-me a atenção a forma como o referido veículo deu a notícia, pois ao menos para mim ficou muita coisa por esclarecer. O que aconteceu de facto, o que fazia o jornalista quando foi "abordado" pela polícia, porquê a polícia agiu ou reagiu daquela forma? Longe de mim questionar a veracidade da notícia ou a seriedade de colegas de profissão, mas uma história contada a meio pode gerar mais dissabores do que prestar um bom serviço à sociedade. Vejam, por exemplo os comentários em relação à matéria, será que "instigando" uma ideia negativa de um órgão tão vital para a paz social como a Polícia Nacional estarão a prestar um bom serviço à sociedade? Estarão os jornalistas tão ameaçados assim pelo Poder? Será que estes sentem-se mesmo coagidos, não há liberdade de imprensa e nem de expressão? Então, em que outro país, jornais ofendem, acusam altos dirigentes do país como aqui, inclusive com acusações de assassinatos e fraudes sem se preocupar, muitas vezes, em exibir provas e nada lhes acontece? Em que outro país Africano ou europeu haveria um implacável cronista à Casimiro de Pina a mandar bronca contra órgãos e políticos em altos cargos de eleição impunemente. Nada contra o de Pina, até porque agitadores são necessários para manter algum equilíbrio, o problema é quando tendem a desequilibrar a balança da estabilidade social. O meu blog preferido é o do Abraão Vicente que é um mestre agitador. Na minha experiência pessoal, a censura, o atentado à liberdade de expressão do jornalista ocorre mais de dentro da redacção e da sua própria cabeça do que outra coisa. A seguir é a sociedade, o leitor comum é o maior cão de guarda do jornalista. A sociedade crioula não aprendeu ainda a ser tolerante para com ideias contrárias à dela e muito menos a respeitar o oposto. Está aí o grande problema e cabe aos pais, escolas, imprensa e até aos órgãos do estado ensinar essa importante lição para que a nossa Democracia seja ainda melhor. Em tempos de pré-campanha os políticos serão os principais espelhos e mentores nessa questão. Que esses dêem o exemplo positivo para que o povo possa seguir. Afinal, é a partir das diferenças que os homens crescem e se superam.
Para ver a notícia: http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&id=17449&idSeccao=525&Action=noticia

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